O colágeno representa 70% do peso seco da pele. É por isso que ele é tão importante e que sua perda nos afeta de forma visível
Colágeno: por que precisamos tanto dele
Já falamos bastante sobre a onda do colágeno. Não é à toa: ele é a proteína mais abundante em nosso corpo, e sua perda afeta visivelmente a pele. Para não ficarmos limitados a afirmações superlativas, apresentamos alguns dados: o colágeno representa 70% do peso seco da pele, o que significa, por exemplo, que em uma pessoa que pesa aproximadamente 80 quilos, cerca de quatro quilos desse peso são apenas colágeno, segundo a equipe da Vichy. Isso pode explicar a atual obsessão em manter nossas reservas quase intactas por meio da prevenção – a partir dos 25 anos, estima-se que o corpo diminui 1% da produção de colágeno, iniciando o processo de envelhecimento – e por meio de diversos estímulos (esse é o foco principal da medicina estética) quando a perda se torna evidente.
“O colágeno presente em nossa pele é o resultado de um equilíbrio entre síntese e degradação. Com o tempo, as células responsáveis pela síntese de colágeno reduzem sua atividade. Por outro lado, múltiplos fatores impactam o colágeno, acelerando sua degradação, como os ambientais (o sol), estilo de vida, como dieta ou estresse, e também hormônios, especialmente em mulheres durante a menopausa”, explica Mercedes Abarquero Cerezo, farmacêutica e chefe de projetos científicos da L’Oréal Dermatological Beauty Spain. Ela acrescenta uma explicação de como essa perda ocorre, que não é tão dramática quanto poderíamos pensar. “Nosso corpo é um sistema equilibrado. No caso do colágeno, ele é continuamente quebrado e formado. Qualquer desequilíbrio na quantidade ou qualidade do colágeno produzido significa, assim como no envelhecimento, que começamos a notar mudanças. Falamos muito dos 25 anos, mas é importante ter em mente que hábitos podem acelerar esse processo e fazer com que o desequilíbrio apareça mais cedo”, explica a especialista.
5 sinais óbvios
Embora as estatísticas falem de perdas a partir dos 25 anos, não há nada de matemático nisso. No entanto, essa menor quantidade de diferentes tipos de colágeno na pele (são 16) produz mudanças na “estrutura interna e alteração em sua organização, o que faz com que possamos ver visivelmente como a pele perde firmeza e as rugas se tornam mais visíveis”, afirma Abarquero. Entre os sinais mais evidentes de que essa perda começou, a farmacêutica lista:
- Secura e desidratação
- Linhas de expressão mais evidentes e rugas ainda mais marcadas
- Alterações em volumes
- Flacidez e perda de firmeza
- Falta de elasticidade, pois “a pele perde outras fibras elásticas junto com o colágeno”
Perda de colágeno durante a menopausa
Abarquero confirma que as flutuações hormonais impactam o corpo e também a pele. De fato, “estudos mostram como nos primeiros cinco anos da menopausa há uma diminuição de até 30% do colágeno, e também se pode observar que durante os 15 anos seguintes a diminuição é maior do que em idades anteriores, com uma redução de 2% do colágeno”, conclui.
Como retardar a perda de colágeno
Mercedes Abarquero Cerezo é direta: o processo não pode ser evitado, mas pode ser retardado. E lembre-se de algumas boas práticas:
- Evite fatores aceleradores, como tabaco e sol, usando fotoproteção diariamente
- Garanta o descanso e reduza o estresse
- Pratique exercícios físicos
- Mantenha um peso equilibrado
- Desfrute de uma dieta balanceada que forneça nutrientes e aminoácidos essenciais que fazem parte do colágeno (ovos, laticínios, legumes, carnes, peixes etc.)
- Use ingredientes em cosméticos como “glicosaminoglicanos, proxylane, peptídeos antienvelhecimento, extrato de cássia, ácido hialurônico, antioxidantes como vitamina C ou niacinamida”, explica ela.
Usar cremes de colágeno ajuda?
Sim, mas não para melhorar a perda de colágeno. “O colágeno é uma molécula usada em cosméticos. Ele tem alto peso molecular, e sua absorção é limitada à camada superficial da pele. Ele é usado por seu efeito na superfície, para melhorar imediatamente a textura”.
Fonte: Vogue